Tuesday, December 6, 2011

100 Anos de Imigração Holandesa no Paraná, Brasil


Como meu irmão é veterinário de animais de grande porte e adora assistir a um Globo Rural (e de quebra meus pais também), minha mãe me ligou há uns dias atrás só para falar desse programa. Comemorando os 100 anos de imigração holandesa no sul do país - mais especificamente em Carambeí, no Paraná - o Globo Rural começou uma série de reportagens.


Uma que me interessou foi essa aí abaixo sobre fazendeiros holandeses no Brasil e a família deles lá na Frísia. Notem que o fazendeiro holandês usa uniforme, o típico macacão azul. Eu não vivo numa área rural aqui na Holanda, mas sempre que vejo um fazendeiro trabalhando por outras partes do país ele está com esse macacão. Quem trabalha com gado ou com a terra sai pouco ou nunca de férias, tem dificuldade em econtrar esposas - existe até um programa de TV a respeito e já falei aqui no GFH. Ah, e recebem subsídios do governo. Fazendeiro na Holanda...  uma profissão quase em extinção - o país tem pouca terra destinada à agricultura, é muito povoado e tem uma sociedade pós industrializada.
Mas bom, antes do programa do Globo Rural, achei legal esse videozinho sobre um parque histórico em Caranbeí. Eles receberam uma ponte levadiça de Harlingen, na Frísia, para comemorar o centenário da imigração.


E aqui (em holandês) um vídeo da construção da ponte em Harlingen na região da Frísia que foi enviada ao Parque Histórico de Carambeí em comemoração dos 100 anos de imigração. A ponte foi enviada de navio durane uma viagem que levou um mês. Fofo esse presente, não ?




E finalmente o programa do Globo Rural. Prá quem gosta de ver vacas e tetas.  Achei os primos holandeses gente boa e equilibrados com as vidinhas deles - nem de mais nem de menos. Tipo: tanto faz levar uma vida rural no Paraná ou na Frísia. Quer dizer: mais ou menos igual. O dia começa muito cedo, a ralação é grande e o mundinho é pequeno. Vidas sem luxo e centradas nas famílias. Mas... o primo que vive no Brasil, o Jacob Zilstra, conseguiu se arrumar com uma esposinha, né gente ? Prá esquentar os pézinhos dele debaixo do colchão quando fizer frio. Ele tem "patrão"mas tem um funcionário também e aposto que consegue sair de férias com a família... Já o primo holandês, o Siebe Reistman, não pode desgrudar um dia sequer das vacas. Sei não, às vezes acho que os fazendeiros holandeses são uma espécie em extinção. O negócio é continuar imigrando para a Austrália, Brasil, África do Sul, Polônia...
Clique no centro da foto abaixo para ativar o vídeo.


P.S.: Eu sei que a comemoração do centenário foi em outubro e que eu estou um pouco atrasada (e tudo anda lerdo no blog) - mas no início de novembro eu estava em plena mudança de casa. Uma mudança que aconteceu em muitas etapas e foi realizada sem caminhão, nem ajudantes, nem nada - apenas meu marido acoplou um carrinho ao carro dele e colocou nossas camas lá. Até hoje vou de carro ou de bike à minha casa antiga resgatar algo. Já trouxemos a TV, a máquina de lavar, de secar, e todos os objetos pessoais. Como não vendemos a casa antiga o resto ficou por lá mesmo: sofá, sala de jantar, estante, escrivaninha etc, etc. Prá encher os olhos dos potenciais compradores. Estamos usando móveis velhos de parentes na casa nova.
Pois é.

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